quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Garantia Safra em Curaçá


O Programa Garantia Safra foi criado pelo o governo federal, sob forma de um fundo para dar maior segurança à produção rural e à continuidade dela. Fará jus ao benefício os agricultores familiares que tendo aderido ao Fundo Garantia Safra vierem a sofrer perda em razão de estiagem ou excesso hídrico, comprovado na forma do regulamento, e em pelo menos 50% (cinquenta por cento) da produção de feijão, milho,  arroz, mandioca ou algodão, após verificada a regularidade quanto ao recolhimento de contribuições individuais dos agricultores familiares, dos municípios e dos estados. Em Curaçá, o prefeito aderiu 2.500 cotas, das quais já tem 2.200 produtores inscritos (2.080 homologados).

Criadores de caprinos e ovinos de Curaçá são capacitados pela EBDA

Com o objetivo de melhorar a qualidade dos rebanhos de caprinos e ovinos da região de Curaçá, o Centro de Treinamento dos Agricultores Familiares do Território São Francisco (Centrecapri) da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola. (EBDA), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura (Seagri) em parceria com a Prefeitura Municipal de Curaçá, realiza entre os dias 7 a 9, no Distrito de Riacho Seco, um curso teórico e prático de capacitação de Manejos Alimentar, Sanitário e Reprodutivo. Serão contemplados com o curso 20 agricultores familiares da referida comunidade.
A caprinovicultura é a atividade de maior expressão da região, possuindo 263.589 animais, distribuídos em cerca de 8 mil agricultores familiares. De acordo com o chefe do Centrecapri e coordenador da capacitação, Fernando Moura, apesar da tradição nessa atividade, o manejo com esses animais ainda é muito precário.
“A ideia do curso é demonstrar aos participantes a viabilidade e a importância do manejo do rebanho, para isso, comprovaremos com o curso potencializando a forma de condução. Tudo que será exposto nos 3 dias de capacitação já faz parte do di a dia desses agricultores, porém os resultados esperados serão bastante significativos pois iremos transformá-los em multiplicadores das técnicas de manejo aprendidas no curso em suas comunidades” comentou Moura.
Faz parte da programação: palestras e demonstrações de vacinação nos animais, a viabilidade de inseminações artificiais, controle das verminoses, mineralização do rebanho, uso de concentrados para produção de leite e engorda dos animais, a intensificação do uso da palma enriquecida com uréia e fermento como alimento estratégico para os animais, além de alternativas pautadas na agroecologia e na preservação do bioma caatinga.
Segundo a chefe de escritório da EBDA em Curaçá, Terezinha Alves da Costa, para aqueles que foram capacitados pela EBDA em edições passadas, já é possível diagnosticar um aumento na comercialização dos seus animais. Esse é o exemplo do criador de caprinos, Pedro de Alcântara de Araújo (43), que aumentou seu faturamento em 40% mudando, principalmente, a forma de manejar os animais, como também o solo para plantação de culturas nativas, que servem como alimento para os animais.
“Agora armazeno a comida dos animais, eu nunca tinha feito isso, soltava os bichos na caatinga e deixava eles comer o que achavam, agora eu uso a silagem, a fenação e estou aprendendo também a armazenar a palma, o milho e o sorgo sem desperdícios; meus animais agora tem comida durante todo período de seca” comentou o criador.
A meta do Centrecapri é disponibilizar em 2012 o curso nos dez municípios que compõe o Território Sertão do São Francisco. Para os agricultores familiares interessados em maiores informações sobre caprinovicultura devem procurar um dos escritórios mais próximo de sua comunidade e solicitar o treinamento em sua comunidade. Todo o curso é oferecido gratuitamente.


Informações da EBDA em Curaçá

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Cursos da ASSISTEC beneficiam produtores em Curaçá

20 comunidades já foram atendidas em todo o município 


A Empresa Assistência Técnica Agropecuária Especializada - ASSISTEC, sediada em Curaçá, vem realizando cursos no Município de Curaçá desde a data de 18/11/2011. Esses cursos são de promoção do Instituto de Desenvolvimento Social e Agropecuário do Semiárido Bahia - IDESA e estão dentro do Programa "Semeando Renda" do Governo do Estado da Bahia, com apoio do Governo Federal.

Os temas são voltados à produção agropecuária e desenvolvimento rural e são os seguintes: Manejo Sanitário, Manejo Reprodutivo, Manejo Nutricional, Produção de Forragem, Associativismo e Cooperativismo. Técnicos em agropecuárias, especialistas e veterinários vem ministrando os cursos em diversas comunidades, a saber: Agrovilas 1 e 2, Pedra Branca, Riacho Seco, Novo Horizonte, Primavera, Curral Velho, Ipoeira Dantas, Vitorino, Poço de Fora, São Bento, Patamuté, Salgado e Parentes.

Nesse fim de semana (26 e 27), as palestras continuaram. Conforme Estéfano Mota, co-proprietário da Assistec, esse ano, os trabalhos serão finalizados no próximo fim de semana, devido ao recesso que o Governo do Estado faz nos pagamentos. “Mas ano que vem iremos terminar todo o cronograma planejado", complementa Estéfano.

Cursos e prática no Jatobá (acima) e em Curral Velho (abaixo)
Fotos: Maurízio Bim
Uma avaliação geral dos primeiros trabalhos foi feita na noite do dia 27, domingo, no Auditório Dr. Djalma em Curaçá, inclusive com a presença do Prefeito Salvador Lopes, do Diretor Administrativo do IDESA, Péricles Santana e do Coordenador Técnico do “Semeando Renda” Wellington França. “O objetivo é fazermos um trabalho que não seja somente transmissão de conhecimentos, mas aplicação e comprometimento prático com a realidade do produtor”, falou Marcelo.

A mobilização dos agricultores ficou por conta dos Agentes Comunitários Rurais – ACRs, pessoas das localidades que apóiam o Programa. “Nós aprovamos os cursos porque a linguagem é simples e os instrutores tem trazido tecnologia para o trabalho. Já acompanhamos experimentos, cirurgias em animais e até ultrassonografia em cabras e de forma bem simples. Outra coisa importante é o foco: o produtor é visto nos cursos como empresário rural. Realmente está certo, pois hoje somos caçadores de animais e não criadores. Precisamos mudar essa cultura”, revelou Gilberto Alves, ACR da Fazenda Primavera. Outro produtor que aprovou os cursos foi Luiz Eduardo Monteiro, presidente da Associação do Curral Velho: “da maneira como os cursos estão sendo feitos o produtor aprende mais, pois os instrutores discutem os problemas reais do agropecuaristas e também ensina a sermos produtores de verdade e não sono nome”.

Da esquerda para direita: Luiz Eduardo, Péricles, Salvador e Gilberto
Foto: Maurízio Bim
Programa Semeando Renda deve transformar Curaçá em uma Bacia Leiteira, revelou Péricles Santana. “Houve dificuldades de trabalhar o Programa aqui devido o tamanho do Município, mas estamos tentando romper essa barreira e organizar o trabalhador em prol do desenvolvimento dele”.

Salvador Júnior, médico veterinário e instrutor do curso de manejo sanitário, avaliou bem a participação ampla e ativa dos produtores e afirmou: “Esse Programa não poderia sair, de forma alguma, sem a formação dos produtores, senão correria o risco de ser como outros que já foram extintos porque a tecnologia e investimentos vieram antes do conhecimento”. Júnior também elogiou a organização da ASSISTEC no que se refere ao atendimento aos instrutores e o planejamento de trabalhos nas comunidades.

Após os cursos do próximo fim de semana haverá um recesso e os trabalhos da ASSISTEC nesse cursos serão retomados em meados de janeiro de 2012.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ações de órgãos estaduais visam produção sustentável

Em conjunto, instituições governamentais, a exemplo da EBDA e Secretaria de Agricultura (SEAGRI), estão buscando alternativas pautadas na agroecologia e na preservação do bioma caatinga para melhorar a produção de forma sustentável.

Conforme alguns produtores mais organizados, já é possível diagnosticar um aumento na comercialização do excedente da produção, como é o exemplo do criador de caprinos, Pedro de Alcântara de Araújo (43), da Fazenda Icó, o qual aumentou seu faturamento em 40%, mudando, principalmente, o manejo dos animais e do solo.
O Engº Marcula, da EBDA, orienta Pedro e outros produtores no Icó
Foto: Terezinha Costa, Acervo EBDA

As entidades do ramo da produção agropecuária vem intensificando suas atividades na região de Curaçá. Dentre as ações estão: a implantação de dois silos para armazenamento de alimento para os animais nas comunidades das fazendas Icó e Volta; hortas comunitárias com sistema de irrigação com garrafas PET e produtos orgânicos; construção de barragens subterrâneas e uma unidade de pesquisa com sete variedades de bananas na comunidade de Curralinho, todas resistentes a Sigatoka Negra, doença que acomete a fruta.

Para Pedro Araújo, com as orientações técnicas dos técnicos da EBDA, foi possível armazenar alimentos para os caprinos e ovinos de forma mais efetiva e garantida, através da técnica de silagem e fenação. “Antes eu não armazenava por falta de conhecimento, depois que a EBDA me orientou consigo armazenar o  milho e o sorgo sem desperdícios, meus animais agora tem comida durante todo período  seco, quero armazenar também a palma, na forma de farelo. Com essas técnicas, eu consigo manter os bichos produzindo leite e carne mesmo em tempos ruins para o sertão” declarou o produtor.

Outra atividade que atingiu resultados afirmativos em Curaçá foi à utilização de hortas comunitárias com o sistema de irrigação que utiliza garrafas PET. A priori, e de forma experimental, a tecnologia foi implantada no Centro de Atenção Psíquica Social (CAPS) em julho visando melhorar a qualidade dos alimentos consumidos no mesmo  e também desenvolvimento da oficina já existente  terapêutica de horticultura para o tratamento dos mesmos.

“É dada a oportunidade aqueles que se identificam com a oficina, aos tratos  culturais e irrigação da horta, é o momento mais feliz para eles principalmente na época da colheita das hortaliças, destaque para o coentro. Visualmente o sistema é muito bonito, a horta tem ajudado no tratamento dos mesmos e a atividade  possibilitou a  terapia ocupacional para os internos, que de forma  lúdica e criativa cultivam a horta diariamente” comentou Ângela França Almeida, coordenadora do CAPS.
       
Mais uma tecnologia

Visando uma melhor qualidade de vida aos produtores rurais foram construídas  duas barragens subterrâneas na comunidade de Icó , com o objetivo de aumentar a potencialidade  de umidade do solo bem como a área de plantio das culturas de sobrevivência. Vale ressaltar que esta tecnologia já aprovada vai trazer efeitos e interesses  demonstrativos para toda região.


Informações: Terezinha Costa

sábado, 19 de novembro de 2011

Carta Aberta ao Povo de Curaçá

A Comunião Curaçá é uma Comissão de Representantes das Associações de Jaquinicó, Macambira, Serrotinho, Curral Velho, Banguê, Poço da Caatingueira, Melancia, Varjota, Capuchu, Icó (de Cima e de Baixo) e Maxixe, todas da zona rural do Município de Curaçá. Foi criada em 2010 com o intuito de acelerar e potencializar os investimentos dos Governos Federal e Estadual no Município de Curaçá, por meio de diversos programas como: Água para Todos, Luz para Todos etc. A Organização Também evidencia o objetivo de estabelecer parcerias com órgãos municipais, como a Prefeitura de Curaçá, para atender demandas dos produtores de comunidades rurais representadas pela Comunião, além de firmar companhias com entidades educacionais e assistenciais visando o desenvolvimento social da Zona Rural do Município.

O horizonte final da Comunião é constituir uma Cooperativa de Produtores Rurais de âmbito Municipal para organizar, desenvolver e dinamizar a cadeia produtiva, a qualidade de vida das pessoas e a geração de emprego e renda em Curaçá. Para isso, todos os parceiros públicos ou privados interessados nessa iniciativa coletiva serão acionados e serão divulgadas suas contribuições, assim como agradecidas e lembradas.

A Comunião é gerida restritamente por presidentes, ou vice-presidentes, das associações representadas. Vale ressaltar que a Organização não tem fins políticos partidários ou financeiros, assim como não tem também as associações representadas por ela. Preza pela independência política e liberdade de escolhas partidárias dos seus representados. Vale salientar também que a Comunião Curaçá tem o apoio e confiança de entidades como Sindicato dos Trabalhadores Rurais e IRPAA, as quais são integrantes da base dessa Organização de Associações. A força da Comunião está na sua organização, integridade, luta em prol do desenvolvimento rural e na transparência com que realiza suas ações.

A Comunião deseja relatar que, em reunião com o Prefeito, na data de 17/10/2011, após solicitação oficial 02/2011, de 21 de outubro desse ano, a Organização conseguiu 500 (quinhentas) horas-máquina para atender dez comunidades da área de abrangência da Comunião, visando minimizar problemas com a seca e tendo base no Cronograma abaixo:
  
Cronograma de Serviços / 2011
Data
Comunidade
Responsável
Contato
24/10 a 28/10
Banguê
Ailson Lucas
(74) 9945-9524
31/10 a 4/11
Melancia
Genésio Santana
(87) 9907-3072
7/11 a 11/11
Curral Velho
Luiz Monteiro
(74) 9988-9127
14/11 a 18/11
Maxixe
Osmar Fernandes
(87) 9948-5049
21/11 a 25/11
Macambira
Jivanilton Dantas
(74) 9996-1052
28/11 a 2/12
Icó de Cima
Edmar Matos
(74) 9967-0247
5/12 a 9/12
Varjota
Edmar Matos
(74) 9967-0247
12/12 a 16/12
Icó de Baixo
Pedro Alcântara
(87) 9968-2870
19/12 a 23/12
Poço de Caatingueira
Edmar Matos
(74) 9967-0247
26/12 a30/12
Jaquinicó
Aurindo Souza
(74) 9988-2558


Houve dificuldades para a aplicação fiel deste Cronograma, mas a Comunião procurou resolver com diálogo e responsabilidade os seus problemas internos. Mesmo assim, foi constante a fiscalização, por parte dos coordenadores da Comunião, especialmente nas pessoas de Edimar Matos (Ass. Poço da Caatingueira) e Zenildo Santos (Secretário da Ass. do Curral Velho), para que o Cronograma fosse atendido até aqui, sem prejudicar qualquer beneficiário. 

Contudo, causou perplexidade um comentário, o qual ainda não se sabe se é denúncia, de que a máquina oferecida à Comunião para realizar os trabalhos nas Comunidades estaria sendo utilizada para prestar serviços particulares e com cobrança de pecúlio na Comunidade de Melancia. O fato é inverídico, inconsistente e cabível de processo judicial por calúnia e difamação contra essa Organização que presta relevantes serviços ao povo da Zona Rural, não só aos associados, mas a toda comunidade abrangida.

O certo é que a Comunião de forma alguma foi procurada para verificar o caso, mesmo tendo, na Comunidade de Melancia, uma representação. A Organização garante, desde já, que não existe qualquer forma de negociação sobre os serviços prestados pela máquina da Prefeitura cedida à Comunião para o período citado no Cronograma. Mesmo porque, alguns imprevistos como quebras e defeitos, além de erros de trajeto, tem atrapalhado a aplicação do Cronograma e a Prefeitura, por meio do Prefeito Salvador Lopes, indicou como limite a data de 30/12/2011 para encerramento dos serviços planejados pela Comunião, uma vez que, conforme o Prefeito, outras regiões rurais deverão ser beneficiadas, e isso é justo. Portanto, de forma alguma haveria tempo hábil para ceder horas-máquinas além do planejado. 

A Comunião Curaçá deseja firmar aqui, com a População de Curaçá, o compromisso de seriedade, responsabilidade e compromisso com a verdade, a democracia e com o bom e correto zelo pelos bens públicos que nos forem oferecidos a título de cessão ou empréstimo.

Atenciosamente,



Ailson Lucas dos Santos                          Edimar Matos Silva
  Associação do Banguê                                       Ass. Poço da Caatingueira
CNPJ: 06.337.250 / 0001 - 06                        CNPJ: 02.233.743 / 0001 - 73




Grigório Vieira Araújo Neto                    José Luiz de França Filho
 Associação da Fazenda Icó                                       Associação de Serrotim
CNPJ: 01.409.914 / 0001 - 73                            CNPJ: 05.056.316 / 0001 - 19




Luiz Eduardo M. Nascimento                     Antonio Genésio Silva
      Associação de Curral Velho                                  Associação da Melancia
      CNPJ: 04.695.129 / 0001 - 66                          CNPJ: 03.082.679/ 0001 - 01




Osmar Gomes Fernandes                        Aurindo Oliveira de Souza
      Associação do Maxixe                                         Associação do Jaquinicó
  CNPJ: 06.076.188/ 0001 - 75                           CNPJ: 01.080.634/ 0001 - 64

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Encontro discute caprinovinocultura no semiárido

Reprodutor Boer, foto disponível em: www.coimma.com.br
Salvador – A criação de cabras representa mais de um quarto da economia de municípios como Uauá, no nordeste do estado. Em outros, os animais estão praticamente todos em propriedades da agricultura familiar.  O levantamento sobre a cadeia produtiva da caprinovinocultura foi realizado pelo Sebrae e pelo Banco do Brasil.

O Programa de Inclusão Produtiva da Ovinocultura e Caprinocultura no Semiárido da Bahia (Bioma Caatinga) começou a estudar o desenvolvimento da caprinovinocultura no Território do Sertão do São Francisco no ano passado, nos municípios de Juazeiro, Curaçá, Casa Nova, Remanso e Uauá.

A pesquisa completa será apresentada no Encontro de Inteligência Setorial para o Desenvolvimento Sustentável da Ovinocultura e Caprinocultura de Corte e Leite no Sertão do São Francisco. O evento acontecerá na Câmara Municipal de Juazeiro, entre os dias 3 e 5 de novembro. “Será mais uma oportunidade de discutirmos temas relevantes para estruturar nossas ações”, diz o analista do Sebrae e coordenador do encontro, Carlos Robério Araújo.

O programa Bioma Caatinga deve envolver cerca de seis mil criadores para participar de ações de orientação técnica e pesquisa, promoção da segurança sanitária, organização e mobilização social, gestão de empreendimentos, comercialização e outras necessidades que estão sendo propostas pelos próprios agentes produtivos.

Informações: Sebrae na Bahia - (71) 3320.4558, www.ba.agenciasebrae.com.br
Central de Relacionamento Sebrae - 0800 570 0800 in http://www.tosabendo.com 27/10/2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Simpósio de mudanças climáticas e Desertificação do Semiárido

Foto in: pt.globalvoicesonline.org
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária estuda há algum tempo os fenômenos climáticos que afetam na desertificação de áreas da Região Nordeste. Alguns estudos serão apresentados no III Simpósio de Mudanças Climáticas e Desertificação do Semiárido Brasileiro, o qual ocorrerá em Juazeiro/BA no Auditório Multieventos da Univasf, entre os dias 25 a 27/10. Haverá sessão exclusiva para tratar da pecuária do Semiárido em alinhamento com demandas sociais e ambientais.

Destacam-se temas como:

- Integração Lavoura-pecuária-floresta para o Semiárido
- Recuperação de áreas degradadas
- Experiências práticas na redução de impactos em solos salinizados
- Adaptação agrícola e pecuária para a agricultura familiar do Semiárido
- Estratégias para redução de metano por ruminantes do Semiárido
- Fluxo de carbono em áreas de caatinga e pastos nativos e cultivados

Além de uma série de outros temas de grande importância para a Região, debatidos por especialistas nacionais e internacionais. Já são mais de 300 inscritos de todo o território nacional e exterior. Para maiores informações e inscrições acessem o site: www.cpatsa.embrapa.br/smud/

Informações de Tadeu Votolini: tadeu.voltolini@cpatsa.em

Solução para o Prolápso de Reto em Dorper

No Manejo do prolapso de reto em fêmeas dorper (Fisiopatologia) considera-se que a maior causa da doença é o manejo antinatural de uma raça desenvolvida para a produção no campo.
  • Corte da cauda.
  • Puberdade das fêmeas ocorre a partir dos 7 meses,e a puberdade “frouxa”os ligamentos pela infiltração de desenvolvimento dos órgãos sexuais.
  • Alimentação exagerada pelo confinamento dos animais levando a pressão intra abdominal exagerado.
  • Tosse devido a pó da ração, mofo fazendo infecção respiratória, aumentando mais ainda a pressão intra abdominal levando ao prolápso do reto.
 Prolápso retal (Foto: www.agripoint.com.br)

Assim, deve-se proceder com o seguinte manejo: 

MACHOS
  1. Macho que desenvolve prolápso, deverá se abatido.
FEMEAS   

*Fêmea que começa a desenvolver prolapso, devido a tosse, deverá ser manejada da seguinte maneira.
1 - Retirar a fêmea do alimento deixando em jejum ,somente com água 36 horas.
2 - Oferecer somente pouco feno nos 3 dias subseqüentes.
3 - Fazer antibioticoterapia  com Kinetomax 3 doses dias alternados.
4 - Soltar a fêmea no campo depois de 01 semana, voltando a vida natural no pasto por 2 meses, se quiser, pode voltar a confinar.
O índice de sucesso com esse Manejo é de 100% se for iniciado precocemente.